4 de abril de 2011

Hoje










Deixa de lado essa pobreza
De quem insiste em julgar e explicar
Não vou poder calar meu coração
E essa saudade vem mansinha
Querendo me avisar
Acho que a gente é que é feliz

3 de abril de 2011










Que se foda o amor, que se foda
acho que é isso que eu cantaria.
Me envolvendo ao errado
amando um coração parado,
ainda morro um dia...

1 de abril de 2011

Em paz















Eu sei - é tudo sem sentido.
Quero ter alguém com quem conversar,
Alguém que depois não use o que eu disse
Contra mim
.
Nada mais vai me ferir.
É que já me acostumei
Com a estrada errada que eu segui
E com a minha própria lei.
Tenho o que ficou
E tenho sorte até demais,
Como sei que tens também...

31 de março de 2011

Mas eu gosto de você...










São as coisas que você não diz
Que me matam de medo
Vagando entre a terra e o céu
Disfarçadas de segredo
Seu rosto não tem marcas
Sua história não tem meio nem fim
As fotos que eu tirei de você
Só revelaram a mim
Eu devo gostar de perder
Meu tempo com você

30 de março de 2011



A que me faz
Aceitar o tempo
Muito além dos jornais
E assim mergulhar no escuro

Pular o muro
Pra onda passar...

29 de março de 2011











Dois bobos corações,
cansados e cheios de curativos deixados pela vida,
 se encontraram por acaso
 e parecem jogar com isso de uma maneira tão espontânea
e natural que sempre causa surpresa.
 Entre altos e baixos nos papos,
 nas descobertas.
 Tem você daí,
 ficando nervosa querendo me esganar.
 Tem eu daqui,
 tentando fazer você parar de falar,
 simplesmente te calar.
 Daquele jeito lá...

[daqui]

28 de março de 2011











As mulheres...

Há uma aparência
no olho:
Elas foram tomadas,
foram enganadas,
Não sei mesmo o que fazer por elas...

27 de março de 2011


só uma parte de mim
compreende que a
voz dos teus olhos
é mais profunda que todas as rosas
ninguém,
nem mesmo a chuva,
tem mãos tão pequenas

25 de março de 2011










Eu gosto do seu corpo
Eu gosto do que ele faz
Eu gosto de como ele faz
Eu gosto de sentir as formas do seu corpo
Dos seus ossos
E de sentir o tremor firme e doce
De quando lhe beijo
E volto a beijar

24 de março de 2011











De vez em quando
o medo abraça a nossa vida
e leva para bem longe a nossa coragem.
Deixa-nos à deriva,
abandonados a própria sorte,
 esperando pelo resgate generoso
da suave mão do tempo.

23 de março de 2011

Mas os olhos de mel...
são os seus sempre a me iluminar.

22 de março de 2011

- Mas quando for a hora de me calar e ir embora
sei que, sofrendo, deixarei você longe de mim.
Não me envergonharia de pedir ao seu amor esmola,
mas não quero que o meu verão resseque o seu jardim.

(Nem vou deixar – mesmo querendo – nenhuma fotografia.
Só o frio, os planetas, as ninfetas e toda minha poesia.)